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sábado, 2 de outubro de 2010

Welcome to the Dollhouse



Dawn Wiener (Heather Matarazzo) é uma garotinha de 11 anos feia e sem talento. E isso é motivo de sobra para ser perseguida na escola pelos colegas e pelos professores. Nem mesmo em casa ela é vista com bons olhos pelos pais e pelos irmãos.

O filme de humor negro Welcome to The Dollhouse (Bem-Vindo a Casa de Bonecas), de 1995 do diretor Todd Solondz ( do Life During Wartime, que teve estréia recente no Festival do Rio de 2010), conta a história da solitária Dawn, que não tem amigos e é totalmente incompreedida.

A história começa com o dia-a-dia de Dawn na escola. Ela é xingada de lésbica, tem seu armário pichado com diversas ofensas e acaba sempre sendo injustiçada, até mesmo por seus professores. Em casa, sua situação não é muito diferente. Os pais só tem olhos para a irmã mais nova e para seu irmão geek.

Dawn se torna uma pessoa agressiva dentro de casa, tratando mal sua família e utilizando o mesmo vocabulário com que é tratada na escola. Certo dia, quando o irmão está ensaiando com sua banda, ela conhece Steve, o vocalista bonitão e bem mais velho que ela. E acaba se apaixonando.

Nesse meio tempo as ofensas a Dawn vão se tornando mais sérias, com ameaças de estupro por parte do bad boy Brandon. E o mais surpreendente é que ela aceita isso e até mesmo demonstra certo interesse em ser estuprada (!). Ao se aproximar de Brandon, eles começam um tipo de amizade (bem agressiva na verdade...) e ele parece se apaixonar por Dawn.

Assim, ela vai se tornando cada vez mais parecida com seus agressores. E suas atitudes acabam por transformá-la em meio culpada pelo seqüestro de sua irmã. E tentando se redimir, ela sai a procura da menina, imaginado como seria ser reconhecida e amada por todos.

O filme teve uma espécie de continuação em Palindromes (ainda inédito no Brasil), onde o futuro deprimente de Dawn é ligeiramente retratado. E o tema da solidão e da exclusão é novamente abordado.

Apesar de tudo, ainda é possível rir de certas situações. Dawn é realmente absurda e ingênua demais e suas relações com as pessoas são extremamente exageradas.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

AFI's 100 Years…100 Movies: 97º - Blade Runner (1982)


Blade Runner, o Caçador de Andróides (BR)
E.U.A
1982
118 min.
Cor.
Direção: Ridley Scott


Blade Runner
é basicamente um film noir futurista. Está tudo ali: o detetive caladão, a femme fatale (que nesse caso não é tão fatale assim...), o submundo de uma cidade degradada e até mesmo a trilha sonora jazzística.

A fotografia é bacana e os cenário de Los Angeles em um 2019 caótico serviram de inspiração para muitos filmes futuristas posteriores. Acontece que apesar de ser um filme de ação, o ritmo da história é relativamente lento.

Harrison Ford interpreta o detetive Deckard, cujo trabalho é investigar e eliminar os "replicantes" (um tipo de ser humano fabricado em laboratório), já que estes acabaram fugindo dos controle de seus criadores e se tornaram perigosos.

Um grupo mais desenvolvido desses replicantes passa a cometer certos crimes, e isso chama atenção da polícia. Deckard é chamado para encontrá-los e matá-los.

Entre esses acontecimentos, ele conhece a replicante Rachael, que é assistente de um dos chefões da empresa que os fabrica. A princípio, ela desconhece totalmente sua verdadeira identidade, mas Deckard revela que ela é de fato uma replicante e os dois acabam ficando juntos (!).

O resto do filme relata a perseguição do detetive aos replicantes assassinos. E as cenas de ação e perseguição são cansativamente longas. Mas para quem gosta desse tipo de coisa pode até ser interessante.

O filme termina com um final aberto e sem muita explicação, o que gerou teorias (confirmadas pelo próprio Ridley Scott) de que Deckard também é um replicante. Lembraram de I, Robot (2004) ? Eu também.

Apesar da históriar se passar num futuro distópico como em Nineteen Eighty-Four (1984) e Clockwork Orange (1971), ela não tem a mesma profundidade destes. Na verdade, a intenção do filme não é de abordar nenhum tema social ou político. É apenas entretenimento. Mas isso não torna Blade Runner pior que os outros!



Bom, é isso aí. Até a próxima!